quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Saudade...



Ontem...
Passei pela tua janela, da tua casa!
Depositei na fronteira da porta,
Uma flor vermelha... Solitária!

Mesmo sabendo que tu,
N'aquela rua, não estavas mais!
Passei por lá, pra matar a saudade.
A saudade que sinto de ti...

Pois ontem... Dentro de mim.
Perdi-me em pedaços... Do meu ser.
Por não ter-te... Saudade é assim.
Faz a gente no tempo voltar

...Chorei!
Naquela rua,
Não estavas mais lá!

Imagem: saoseus.zip.net/

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Marcas do tempo



Sol sem brilho.
Estrela sem luar.
Flor sem perfume,
O tempo faz e desfaz...

Maldito relógio que não para.
Espelho que marca o tempo.
Face sem brilho a chorar,
Coração estremecido...

Palavras sem sentido,
Amores não vividos.
Apedrejo pelo destino cruel,
Benditas meninas preservadas.

Casadas e bem amadas,
Guardai com todo o zelo.
O que tens de tesouro
Erário que não ganhei!

Por quê? Não sei...
Se amor tenho de sobra
Encasulado... E por esta razão,
Não olho mais para o meu espelho.

Ao aperceber-me, que vivo apenas.
Que passou o tempo... Senão,
De repente até descubro,
Que não tenho reflexo...

Sem brilho vivo eu,
Sigo por trilhos em deserto...
A procura do calor,
Em desnorteio de desejos...



Poema: Ros@lions
Imagem:(sem identificação)

Dois amigos





Um burro,
Na sombra do outro!
Quem mais poderia saber.

O que “ancava”,
Levando tudo peso!
O outro que fingia ajudar.

Lá pelas tantas,
Tomaram a estrada sem fim!
Eram os dois burros, pai e filho.



Um, dois... Troc troc, lá vai...
O mais velho, manso de dar dó!
Levava o peso dos dois...

No lombo de um só,
Lá pelas tantas, "bateu com as dez"!
Burro manso "virou os cascos"...

O solidário, de dar piedade...
Vai agora pela sombra de um só
Lá vai o novo solitário... De dar dó!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O desconhecido





O desconhecido...
Quanto fascínio e medo
Nos provoca.

Emoções distintas
Vindas do mistério,
Porque estamos sempre...

A procura de algo,
Porque estamos sempre,
A mercê de algo.

Algo que não conhecemos
E ainda que o tememos,
O desejamos.

Que tola é
A mente humana,
Mas que doce tolice...

Tão insana,
Vezes tão profana...

Que tola eu sou,
Que profana eu sou...

*Por: CD

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Anversos

Mesmo que não olhasse,

Teria perenes pressentimentos.

Com quanto à pintura na tela,

Fosse sempre a mesma.

Anônima, bem diferente,

Como névoas delicadas.

Única, tão somente,

A moldura que fora desigual.

O tempo... Já passou,

Esvaecido pelas aparências.

E,

Quase ninguém lhe viu.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ressalte



Posto teus olhos

A observar-me por dentro

Se teu coração acordasse...

Mirasse minha luz, por certo

Olhos postos em ti, se isto é um fado.

Uma só primavera, em cada vinda à vida!

A tua boca suave... De criança!

“É preciso cantá-la assim florida,”

Como jardim, o teu coração acordasse!

Imagem: cae2k.com