terça-feira, 22 de setembro de 2009

Marcas do tempo



Sol sem brilho.
Estrela sem luar.
Flor sem perfume,
O tempo faz e desfaz...

Maldito relógio que não para.
Espelho que marca o tempo.
Face sem brilho a chorar,
Coração estremecido...

Palavras sem sentido,
Amores não vividos.
Apedrejo pelo destino cruel,
Benditas meninas preservadas.

Casadas e bem amadas,
Guardai com todo o zelo.
O que tens de tesouro
Erário que não ganhei!

Por quê? Não sei...
Se amor tenho de sobra
Encasulado... E por esta razão,
Não olho mais para o meu espelho.

Ao aperceber-me, que vivo apenas.
Que passou o tempo... Senão,
De repente até descubro,
Que não tenho reflexo...

Sem brilho vivo eu,
Sigo por trilhos em deserto...
A procura do calor,
Em desnorteio de desejos...



Poema: Ros@lions
Imagem:(sem identificação)

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